FONTE:www.pernambucoconectado.com.br Atenção é essencial para uma leitura efetiva, seja um relatório de trabalho ou um romance. Forçada ou espontânea, a atividade exige esforço extra para pessoas com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que sofrem com a dificuldade de concentração, especialmente sobre temas que não sejam prazerosos e de interesse próprio. O TDAH é bastante comum e de maior ocorrência em homens — numa proporção de três para um. Ainda sem cura, existe tratamento disponível para o controle baseado em doses de metilfenidato. Outra opção é a terapia cognitivo-comportamental. “Nela o paciente é submetido a aproximações sucessivas à leitura, para que, aos poucos, desenvolva o hábito”, conta a psicóloga Karen Camargo. Confira cinco dicas da especialista para superar a falta de concentração: 1. Pense em temas que goste. Identificada a preferência, opte por assuntos introdutórios. Muitas pessoas erram ao escolher publicações de conteúdo especializado ou técnico e acabam desanimando. 2. Escolha o melhor momento e local para ler. Iluminação adequada é fundamental para não forçar a vista, enquanto um ambiente sem ruídos colabora para manter-se concentrado. O assento não deve ser confortável o bastante para relaxá-lo completamente, ao mesmo tempo em que ofereça uma posição que não o incomode. 3. Faça anotações e, se possível, grife trechos. 4. Mantenha-se motivado. Não deixe para interromper a leitura quando chegar a um trecho de menor interesse. O ideal é ficar motivado para os próximos capítulos 5. Não estipule uma taxa de leitura. Ela deve ser natural, sem pressão. Dessa forma, quem busca adquirir o hábito perde o interesse por não atingir determinadas metas. Filho leitor Os pais devem ficar atentos para identificar a existência de TDAH nas crianças. “Um indicativo está no boletim escolar, geralmente ruim, uma vez que na escola os portadores lidam com temas de menor apelo”, indica Karen Camargo. O diagnóstico que identifica a existência de um TDAH pode ser feito em crianças a partir dos seis anos de idade Para introduzi-los ao universo da leitura, prefira publicações com ilustrações coloridas acompanhadas de texto. E o primordial: dê exemplo. “Aqueles que crescem vendo os pais lendo livros, jornais e revistas adquirem o hábito com mais facilidade”.

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